sábado, 1 de maio de 2010

YES, SOU BAILARINA.


A mágica delicada de ter um pé para o ballet...entrei de cabeça. Tomara que não seja tarde.

sábado, 24 de outubro de 2009

Coisas improváveis acontecem

A moça vem. Andando distraída e perdida naquela manhã nublada de terça-feira. Perdida, mas lúcida. Anda preocupada com o tempo perigoso. Lembra-se de dar um telefonema. O amigo precisava falha-lhe sobre emprego. Cria coragem e resolve mudar seu destino.
"Alô, é Timonthy?"
"Sim, ele responde. Você se lembra da Ninfa? A namorada do Teodoro."
"Ela, num acesso de raiva (interno): sim, claro..."
"Pois é...ela está oferecendo um emprego de secretária, sua especialidade. Como eu sabia que você está precisando de emprego...eu lhe disse que te passaria o telefone dela. Ela está esperando sua ligação o quanto antes."

A moça sabia muito bem de quem se tratava. Aliás, só ela sabia. A garota em questão podia se confundir com o mármore, esmeralda e os príncipes da Inglaterra, nus e crus à sua frente. Intocável era ela.

Inicia-se então um furacão interno na moça. Entre raiva, ódio e esperança. Como poderia experienciar tal fato? Porque se machucar mais?

Teodoro era sua paixão. Platônica, pois Teodoro não a queria. Este estava muito ocupado com sua própria vida e seus amores; sua indecisão. Mas parecia que agora não mais. Estava namorando, poxa. A moça tinha sido trocada. Semanas antes ele dizia à moça que tinha se apaixonado por ela, porém não estava pronto para namorar. Na verdade ele já amava Ninfa.

A moça decide ligar para Ninfa. Com todo ódio de estar falando com sua rival. Ela tinha construído uma rival dentro de si, talvez por isso mesmo ligasse. Ninguém sabia disso, ninguém. Quem se sentia trocada era a moça, mais ninguém. Ela havia criado todos os sentimentos por Ninfa e Teodoro.

Conseguiu o emprego.
...
Sabe, muitas vezes deixamos de enxergar as oportunidades em nossas vidas. Tudo depende da nossa percepção das coisas que se nos aproximam. Depende de como vemos e o que sentimos disso. Muitas vezes é melhor olhar pra dentro de si e se perguntar: “Quem construiu isso dentro de mim” e a resposta sempre será: “Eu”. E você mesmo irá retirar o que quer e o que não quer.

Aline B. P.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

To chocada...a frase que não me sai da cabeça:
"O que me nutre é o que me destrói" Desconheço a autoria (vi no abdômen da Angelina Jolie e concordei de cara).
Como pode um fato desses acontecer? Não sei...

domingo, 18 de outubro de 2009

Nada óbvio


Pudesse eu me concentrar agora.
Pudesse eu preencher o vazio com minhas palavras.
Pudesse eu encontrar aquele ser.
E pudesse eu viver com ele.
E mesmo se pudesse eu ser única.
Pudesse eu não compreender.
Pudesse eu imaginar a vírgula do som.
Pudesse eu acalentar a ovelha ferida.
E pudesse eu terminar de poder.


Aline B. P.

Olha o "Carpe Diem" novamente


EMBRIAGUEM-SE

É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.

Poema de Charles Baudelaire - "Embriagem-se"
O poeta é considerado um dos "poetas malditos" em meados do séc XIX.

Ultimamente há dois dias


Meus dons estão aparecendo, ressurgindo das cinzas do futuro.
Li um romance esse final de semana. Fazia tempo que não me inspirava tanto um livro.
As sensações me ensinam.
Cantos líricos me emocionam.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eu confesso ter sofrido esses últimos meses. Claro que existem questões emocionais e talvez até meu jeito de sentir que me fizeram sofrer. Nesse tempo, infelizmente não existiu ninguém que soubesse me entender. Eu até esperava. Mas na verdade não precisava desse "eu" externo. Eu aprendi a confiar em mim e pensar se as expectativas da minha vida correspondem à realidade.