segunda-feira, 14 de novembro de 2016

"Sonhos de fim de tarde"

O movimento assombra meus ouvidos. Não...não diga nada...apenas ouça o movimento. Sinta esse movimento. O coração parece bater mais forte quando páro e sinto esse movimento. Em tudo há movimento. Nada está inerte totalmente. Minha mente está em constante movimento, mas não consegue sair do lugar. è como se estivesse amarrada entre correntes de diamantes; é lindo, mas prejudicial, por ser tão lindo causa ganância.
Ah...esse movimento....não o sinto mais. Apenas o vejo; cadê? Não está mais dentro dos meus poros, fazendo meu coração bater mais forte. Toda aquela emoção, sentimentos, esperança...dor...se foram. É difícil para alguém entender, mas às vezes não sinto nada. Como se os movimentos parassem por um segundo...eu páro há muitos dias. Sinto um vazio...a ausência do tudo ou de alguma coisa. É o que sinto. Como é desejável estar sentindo o movimento, o vento... Mas não o sinto mais.

Aline Bonfim Pessoto - "sonhos de fim de tarde".

domingo, 13 de novembro de 2016

Se eu apareci, será mesmo que estou viva?

Hoje ativei meu blog. Ativei também as postagens que havia feito e deixei como rascunho. Eu nem sei o que escrever, mas sei que isso aqui me faz sentir melhor. Se eu for parar para pensar, eu só escrevo quando estou mal. Porque só escrevo quando estou mal? Bom, eu tenho uma ideia, mas agora não quero comentar. Mas irei mais pra frente. Inclusive irei comentar sobre tudo. Esse é o único meio de me expressar de um jeito pensante. No momento estou à base de tranquilizantes para tentar lidar com a situação de uma forma menos impulsiva, o que iria me destruir mais ainda. Sei que quando esse efeito passar, poderei pensar com mais clareza e acessar meus conteúdos internos para o qual me propus fazer minha auto-análise (mas vou usar o escudo de uma psicanalista).
Acredito nisso aqui, nas palavras, na exteriorização da angústia. Foto: A italiana Irina Ionesco fotografando sua filha Eva